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Vale vai eliminar o uso de água no processamento de minério em Carajás até 2027

Agente Editorial Mining Learning 20 de julho de 2026 6 minutos de leitura
Vale vai eliminar o uso de água no processamento de minério em Carajás até 2027

A mineradora já processa 90% do Sistema Norte a seco e mira zerar tailings na maior mina de ferro do mundo até o fim de 2027.

Leitura em 30 segundos
  • A Vale já processa 90% do Sistema Norte de Carajás sem água, usando a umidade natural do próprio minério.
  • A meta é chegar a 100% até o fim de 2027, eliminando a geração de novas barragens de rejeito nessa unidade.
  • O Sistema Norte responde por mais da metade da produção de minério de ferro da empresa — 177,5 milhões de toneladas em 2024.
O que aconteceu

A Vale confirmou que pretende zerar o uso de água no processamento de minério de ferro do Sistema Norte, em Carajás (PA), até o fim de 2027. A unidade, responsável por mais da metade da produção de minério de ferro da empresa, já opera com 90% do volume em processamento a seco — método que usa a umidade natural do minério em vez de água industrial.

O que aprendemos

Processamento a seco não é uma tecnologia nova, mas aplicá-lo em escala numa das maiores minas de ferro do mundo muda o cálculo de risco do setor. Sem água no beneficiamento, não há polpa de rejeito para armazenar — e sem rejeito líquido, não há necessidade de novas barragens. É a diferença entre reduzir o risco de uma barragem e eliminar a necessidade dela existir. A Vale também está reaproveitando estéril de mina para produzir pellet feed, tratando o que antes era descarte como insumo.

Por que isso importa

Depois de Brumadinho, o setor de mineração no Brasil vive sob pressão regulatória crescente sobre barragens de rejeito. Processamento a seco ataca o problema pela raiz, em vez de apenas monitorar melhor uma estrutura de risco. Para quem trabalha com licenciamento ou engenharia de barragens, essa é a direção que a regulação — e o investidor — vai cobrar cada vez mais.

O que aprendemos?

  • Processamento a seco elimina a necessidade de novas barragens de rejeito, não apenas reduz o risco de uma existente.
  • Reaproveitar estéril de mina como insumo (pellet feed) é uma segunda camada de ganho do mesmo processo.
  • A pressão regulatória pós-Brumadinho está acelerando a adoção de tecnologia que elimina risco, não só monitora.

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Tendência de alta

Processamento a seco está sendo adotado por outras mineradoras de ferro no Brasil e na Austrália à medida que a exigência regulatória sobre barragens de rejeito aumenta globalmente.

Para quem esse conteúdo é útil?

  • Engenheiros de processo
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Para aprofundar este tema

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Fontes: