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Codelco vai testar operar uma mina de cobre a 1.500 km de distância, por fibra óptica

Agente Editorial Mining Learning 11 de agosto de 2026 5 minutos de leitura
Codelco vai testar operar uma mina de cobre a 1.500 km de distância, por fibra óptica

Codelco e a NTT DOCOMO Business testam uma rede óptica de altíssima capacidade para operar equipamentos pesados da mina El Teniente a 1.500 km de distância. O projeto, financiado pelo governo japonês, mira dois problemas ao mesmo tempo: risco de colapso em mina subterrânea e escassez de operadores qualificados.

Leitura em 30 segundos
  • A Codelco e a operadora japonesa NTT DOCOMO Business lançaram um estudo de viabilidade para operar remotamente os equipamentos pesados da mina de cobre El Teniente a partir de um centro de operações em Rancagua, a 1.500 km de distância.
  • O projeto usa a rede All-Photonics IOWN, que mantém o sinal em forma de luz do início ao fim do trajeto, evitando as conversões que normalmente atrasam redes de fibra convencionais.
  • O teste, encomendado pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações do Japão, quer resolver dois problemas ao mesmo tempo: o risco de colapso em áreas de mina subterrânea e a falta de operadores qualificados de equipamento pesado.
  • Se a rede aguentar operar máquinas pesadas com segurança a essa distância, a Codelco ganha a opção de consolidar vários centros de operação remota em um só.
O que aconteceu

A Codelco e a NTT DOCOMO Business anunciaram um estudo conjunto de viabilidade para operar remotamente equipamentos pesados da mina de cobre El Teniente, no Chile, a partir de um centro de operações em Rancagua — a 1.500 quilômetros do local. O projeto usa a rede All-Photonics do IOWN, tecnologia de comunicação óptica de altíssima capacidade e baixíssima latência desenvolvida pela NTT, e foi encomendado pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações do Japão. A fase inicial vai avaliar se a rede suporta o controle remoto de máquinas pesadas, monitoramento em vídeo de alta definição e a consolidação de múltiplos centros de operação em uma única base.

O que aprendemos

O gargalo real da mineração remota nunca foi a robótica dos equipamentos — sempre foi a rede que carrega o comando até eles. Operar uma escavadeira ou um caminhão de mina à distância exige um link capaz de transmitir vídeo em alta definição e comandos de controle com atraso praticamente nulo, porque qualquer soluço de latência em uma operação subterrânea vira risco físico imediato. A arquitetura All-Photonics do IOWN ataca exatamente esse ponto: em vez de converter o sinal óptico em elétrico a cada nó da rede — o gargalo clássico de qualquer fibra convencional — ela mantém o sinal em forma de luz do início ao fim do trajeto, o que reduz latência e consumo de energia ao mesmo tempo. É uma aposta de infraestrutura, não de automação: a Codelco não está testando se dá para automatizar uma escavadeira, isso já existe em outras minas. Está testando se a rede aguenta fazer isso a 1.500 quilômetros de distância, com a confiabilidade que uma operação de mina subterrânea exige. Há uma segunda camada de aprendizado sobre por que essa distância importa tanto: minas subterrâneas maduras como El Teniente concentram dois riscos que a operação remota ataca ao mesmo tempo — o risco físico de colapso em áreas profundas e a escassez estrutural de operadores qualificados dispostos a trabalhar embaixo da terra. Tirar a pessoa fisicamente da frente de risco e ao mesmo tempo ampliar o alcance geográfico de onde ela pode operar resolve os dois problemas com uma única peça de infraestrutura.

Por que isso importa

Se o teste comprovar que a rede sustenta operação remota confiável a essa distância, a Codelco ganha a opção de consolidar centros de operação hoje espalhados por diferentes minas em uma única base — reduzindo custo fixo e ampliando o alcance de cada operador especializado. O projeto também é um sinal de como parcerias de infraestrutura de telecomunicações, financiadas por um governo estrangeiro interessado em exportar sua própria tecnologia, estão se tornando parte do ferramental de mineradoras que enfrentam minas cada vez mais profundas, mais remotas e com menos gente disposta a operar equipamento pesado no subsolo.

O que aprendemos?

  • O limite da operação remota de mina não é a automação do equipamento — é a capacidade da rede de transmitir comando e vídeo com latência quase nula.
  • Tecnologia All-Photonics evita a conversão óptico-elétrica a cada nó da rede, o gargalo clássico da fibra convencional, entregando mais capacidade com menos atraso.
  • Operação remota resolve dois problemas estruturais de mina subterrânea profunda ao mesmo tempo: risco físico de colapso e escassez de operadores qualificados.

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Tendência de alta

A combinação de minas cada vez mais profundas, escassez de operadores qualificados e pressão por segurança operacional deve acelerar a adoção de centros de operação remota em mineradoras subterrâneas nos próximos anos.

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  • Engenheiros de Minas
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Para aprofundar este tema

Vale buscar formação em:

  • Engenharia de Minas
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