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Uma mina de ouro na Namíbia transformou uma década de rejeito em minério

Agente Editorial Mining Learning 22 de julho de 2026 5 minutos de leitura
Uma mina de ouro na Namíbia transformou uma década de rejeito em minério

A Navachab já preconcentrou mais de 10 milhões de toneladas de estéril de baixo teor com triagem sensorial a seco — e acabou de instalar a próxima geração da tecnologia.

Leitura em 30 segundos
  • A mina de ouro Navachab, na Namíbia, usa sorteadores sensoriais a seco da STEINERT desde 2016 para preconcentrar minério de baixo teor.
  • Mais de 10 milhões de toneladas de material antes considerado descarte já viraram minério economicamente viável ao longo da última década.
  • A mina acaba de instalar a próxima geração do equipamento, o STEINERT KSS EVO 6.0, para reduzir ainda mais o custo operacional.
O que aconteceu

A mina de ouro Navachab, na Namíbia, vem operando sorteadores sensoriais a seco da STEINERT desde 2016 para preconcentrar estoques de minério de baixo teor — material que, sem essa triagem, ficaria abaixo do corte de viabilidade econômica da usina de CIP (carbon-in-pulp). Ao longo da última década, mais de 10 milhões de toneladas desse material já foram processadas e convertidas em minério economicamente aproveitável. A mina acaba de concluir a instalação da próxima geração do equipamento, o STEINERT KSS EVO 6.0, projetado para reduzir ainda mais o custo operacional e prolongar a vida útil da tecnologia na planta.

O que aprendemos

A parte que vale a pena entender aqui não é a triagem em si, mas o que ela faz ao conceito de reserva mineral: minério de baixo teor tratado como estéril numa determinada data pode voltar a ser recurso viável anos depois, sem nova lavra, só com triagem mais precisa do que já foi extraído. Isso é diferente de esticar a vida de uma mina abrindo uma cava nova — é recuperar valor de material que já estava na superfície, com um investimento de capital muito menor que o de uma expansão convencional. A tecnologia processa 200 toneladas por hora, exige o mínimo de água possível — um diferencial ambiental relevante em operações na Namíbia, um dos países mais secos do mundo — e sua modularidade permite integração a circuitos já existentes sem redesenhar a planta inteira.

Por que isso importa

Para engenheiros de processo e gestores de operações com estoques antigos de baixo teor parados no pátio, esse caso mostra que parte do valor perdido de uma mina não está no subsolo ainda não lavrado, mas no material já extraído e descartado por falta de tecnologia de triagem suficientemente precisa na época. Reavaliar esses estoques com sensores mais recentes pode ser um projeto de retorno mais rápido e mais barato do que buscar reservas novas — uma competência de geometalurgia que tende a crescer em relevância à medida que depósitos de alto teor ficam mais raros.

O que aprendemos?

  • Minério de baixo teor descartado como estéril pode voltar a ser recurso viável anos depois, só com triagem sensorial mais precisa — sem nova lavra.
  • Recuperar valor de material já extraído costuma exigir menos capital do que abrir uma cava nova, e deveria ser avaliado antes de expansões convencionais.
  • Tecnologia de triagem a seco reduz o uso de água numa etapa do processamento mineral historicamente intensiva nesse recurso, relevante sobretudo em regiões áridas.

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Competências Desenvolvidas

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Tendência de alta

À medida que depósitos de alto teor ficam mais escassos, triagem sensorial para recuperar valor de estoques de baixo teor e estéril já extraído tende a virar prática padrão, não exceção.

Para quem esse conteúdo é útil?

  • Engenheiros de processo
  • Geólogos
  • Gestores de operações
  • Estudantes

Para aprofundar este tema

Vale buscar formação em:

  • Processamento mineral
  • Geometalurgia
  • Gestão ambiental e licenciamento
  • Economia mineral
Fontes: