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A Sandvik transformou o parafuso de rocha comum em sensor de mina subterrânea

Agente Editorial Mining Learning 1 de setembro de 2026 4 minutos de leitura
A Sandvik transformou o parafuso de rocha comum em sensor de mina subterrânea

Dois novos sistemas da Sandvik convertem parafusos de sustentação em sensores conectados, dando a minas subterrâneas dados contínuos sobre o comportamento do solo — sem custo extra de hardware.

Leitura em 30 segundos
  • A Sandvik lançou o xCell Banshee e o xCell Hydra, dois sistemas que monitoram em tempo real a capacidade consumida dos parafusos de sustentação instalados em minas subterrâneas.
  • Em vez de depender de inspeção visual periódica, as ferramentas usam parafusos instrumentados e leitura por drive-by a até 30 km/h para acompanhar o comportamento do solo continuamente.
  • A tecnologia foi apresentada na ACG Caving Conference 2026, na Mongólia, e integra a Plataforma Digital de Suporte de Solo da empresa.
  • O objetivo declarado é trocar manutenção reativa por manutenção preditiva à medida que minas avançam para profundidades maiores e condições geotécnicas mais complexas.
O que aconteceu

A Sandvik apresentou dois novos produtos de sua linha xCell — Banshee e Hydra — voltados ao monitoramento digital de suporte de solo em minas subterrâneas. O lançamento aconteceu na ACG Caving Conference 2026, em Ulaanbaatar, na Mongólia, evento de referência para mineração por block caving e outras técnicas subterrâneas de grande escala.

O que aprendemos

O suporte de solo é uma das partes menos visíveis — e mais críticas — da engenharia de minas subterrâneas. Parafusos de rocha (rock bolts) seguram o teto e as paredes de galerias escavadas, mas até agora a única forma prática de saber se um parafuso ainda está cumprindo sua função era a inspeção visual periódica, um método que não captura deformação lenta nem fadiga acumulada. O xCell Banshee ataca esse ponto cego digitalizando os próprios parafusos MD e MDX da Sandvik: cada unidade recebe uma identificação única e passa a permitir teste em serviço e avaliação de condição sem alterar o processo padrão de instalação — e sem custo extra de hardware, já que a empresa planeja tornar essa versão instrumentada o padrão de produção. O xCell Hydra vai além: usa parafusos com sensores embutidos e um data logger alimentado por bateria capaz de conectar até nove parafusos, coletando perfis de deformação em múltiplos pontos de medição ao longo do tempo. A leitura desses dados acontece por uma tecnologia de 'drive-by' — um veículo passa perto da instalação a até 30 km/h e coleta as informações sem precisar parar a operação. Os dois sistemas alimentam a Plataforma Digital de Suporte de Solo da Sandvik, um ambiente em nuvem que consolida dados, análises e documentação de integridade dos ativos. Na prática, isso desloca o suporte de solo de uma lógica reativa — trocar ou reforçar depois que um problema aparece — para uma lógica preditiva, baseada em tendências de carga e deformação capturadas continuamente.

Por que isso importa

Minas estão ficando mais profundas e as condições geotécnicas, mais complexas — o que torna o comportamento do maciço rochoso menos previsível com os métodos tradicionais de inspeção. Um sistema que converte a própria estrutura de sustentação em fonte de dados elimina a lacuna entre inspeções pontuais e o comportamento real do solo entre uma vistoria e outra. Isso tem efeito direto sobre segurança operacional e sobre custo: identificar perda de capacidade de um parafuso antes que ela se torne um problema estrutural reduz a necessidade de reabilitação corretiva, que costuma ser mais cara e mais disruptiva do que a manutenção planejada. Para engenheiros de geotecnia, o caso também ilustra uma tendência maior — a de que digitalização em mineração subterrânea não significa necessariamente adicionar hardware novo e caro, mas instrumentar componentes que já existem no ciclo operacional.

O que aprendemos?

  • Suporte de solo digitalizado troca inspeção visual periódica por dados contínuos de carga e deformação, sem exigir hardware adicional além do próprio parafuso instrumentado.
  • Tecnologias de leitura 'drive-by' a até 30 km/h permitem coletar dados geotécnicos sem interromper a operação da mina.
  • A tendência de mineração subterrânea mais profunda está empurrando o setor de manutenção reativa para manutenção preditiva no suporte de solo.

Radar de Competências

  • Geotecnia aplicada
  • Tecnologia digital em mina
  • Gestão de risco operacional

Competências Desenvolvidas

  • Geotecnia
  • Monitoramento IoT
  • Segurança operacional

Tendência de alta

Minas subterrâneas cada vez mais profundas tornam o monitoramento contínuo de suporte de solo uma necessidade operacional, não um diferencial — o que deve acelerar a adoção de parafusos instrumentados como padrão de mercado.

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Para aprofundar este tema

Vale buscar formação em:

  • Engenharia de minas
  • Geotecnia
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